sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Organização de conteúdos

Diariamente nos deparamos com incontáveis informações, pelos meios informacionais mais variados: TV, rádio, jornais, revistas, sites jornalísticos, blogs, redes sociais, e-mail, dentre outros.

Essa quantidade de informação a que temos acesso tem nos transformado em perfeitos bibliotecários. Muitos de nós criam seus próprios métodos de organização, da forma que nos pareça mais lógica, plausível e eficiente.

O problema é que o que parece lógico para mim, nem sempre o é para meus colegas e vice-versa.

Um dos grandes desafios que enfrentamos enquanto Arquitetos de Informação é o fator "ambiguidade". Tanto no português, como em outras línguas, nos deparamos com palavras ambíguas, com significados diversos. Basta pegarmos o dicionário para consultar o significado de uma palavra e lá estarão, por vezes, mais de três definições para o mesmo vocábulo.

Uma palavra que para mim tem um significado, pode ter outro completamente diferente para outrem.

Isso me faz lembrar da semiótica, um importante conhecimento para os profissionais de Arquitetura da Informação.

O controle de vocabulário, a representação da informação através de rótulos, os ícones, tudo será mais bem compreendido se os desenvolvedores de interface, web-designers, arquitetos de informação, engenheiros de usabilidade e user-experience, e outros profissionais ligados à web conhecerem os preceitos da comunicação, dentre eles a semiótica.

Manolo Lorenzet.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Resultado da pesquisa de comportamento

1.Qual é o site de busca que você usa?
google 89%
Bing 6%
hagah 6%
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2.Quando você está navegando em um site e encontra um link sobre um assunto que lhe parece interessante, o que você prefere que aconteça ao clicar nesse link?

a)Uma nova guia seja aberta, dentro da mesma janela do seu browser, com o conteúdo relacionado. 67%
b)Uma nova janela de browser seja aberta, com o conteúdo relacionado ao link clicado. 17%
c)O conteúdo relacionado substitua o conteúdo atual desta janela e/ou guia. 17%
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3.Quando você faz download de um software FREEWARE, você sabe que será alvo de propagandas, afinal, alguem tem que pagar pelo trabalho de desenvolvimento do mesmo.
Na sua opinião, qual tipo de propaganda é MENOS efetivo?

a)Instalar ícone(s) na sua bandeja de sistema, próximo ao relógio da barra do windows 39%
b)Janelas que aparecem "do nada" enquanto você usa o software. 28%
c)Abrir o browser em um site anunciante, sem você pedir, durante a utilização do software. 17%
d)Mudar a página inicial do seu browser. 11%
e)Na tela do programa, destinar uma porção considerável para banner com anúncios. 6%


Análises

É interessante vermos o domínio que o Google exerce sobre o mercado de internet, 89% dos usuários usa o site do Google para encontrar suas informações. Importante destacar que esta foi uma pergunta aberta, os participantes responderam à pergunta digitando o nome do buscador de sua preferência, não sendo influenciados pela pergunta.

Quando se trata de hiperlinks, a maioria (67%) prefere a utilização de "guias" no navegador, o que mostra que os usuários se adaptaram bem a essa característica dos navegadores, embora alguns tenham opinião diversa. Recebi comentários de pessoas dizendo não terem se adaptado às abas e perguntando se existe uma maneira de não permitir sua abertura. Isso me deixou bastante surpreso, as guias, na minha opinião só fizeram melhorar a usabilidade dos navegadores, permitindo uma organização mais interessante dos conteúdos pesquisados.

Vemos portanto que não existem verdades absolutas quando se trata de usabilidade. A preferência por um ou outro formato de apresentação é algo muito pessoal, o que demonstra a necessidade de estudar o comportamento e as preferências de nossos usuários antes de criar uma ferramenta. O que para o desenvolvedor parece ser algo maravilhoso, muitas vezes é um suplício para o usuário.

Na terceira questão, nenhuma das alternativas colocadas pode ser considerada "interessante". Os usuários geralmente não gostam de ser incomodados por propagandas inoportunas. As respostas ficaram bastante divididas, mas a pior forma de propaganda, escolhida pelos participantes, foi a instalação de ícones na bandeja. Isso, aliás, é um dos grandes problemas dos aplicativos FREEWARE, nunca se sabe exatamente o que, além do que você solicitou, está sendo instalado no seu computador. É o grande receio de uma série de usuários.

Espero que essa pesquisa ajude a ter uma visão mais clara de alguns tópicos do comportamento e das preferências do usuário de internet, facilitando as decisões na hora de desenvolver sites, sistemas e aplicativos.

Obrigado por responder à pesquisa.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O texto ainda é o principal elemento da WEB

A internet teve início no final da década de 1960, durante a chamada "Guerra Fria", com o intuito de minimizar o risco de perda de informações dos quartéis-generais norte-americanos, em caso de bombardeio.

O órgão responsável pela criação da rede e sua gestão era o ARPA (Advanced Research Projects Agency), subdivisão do Depto. de Defesa dos EUA. A princípio essa rede fora chamada ARPANET.

No início da década de 1980, com o enfraquecimento da então União Soviética, essa rede passou a integrar laboratórios e universidades americanas, quando, em 1984, passou a ser controlada pela NSF (National Science Foundation).

Logo a ARPANET foi dividida em duas: MILNET (Military NET) e ARPANET, que passou a ser civil. A conexão entre as duas se dava por meio de um protocolo de comunicação chamado Internet Protocol (protocolo inter-redes), daí surgiu o nome INTERNET.

Em 1991 o CERN (Conceil Européen pour la Recherce Nucléaire) criou a WWW, usando um conceito desenvolvido também por eles, chamado HIPERTEXTO. Esse conceito é baseado em palavras sublinhadas no texto, que ao serem acessadas (por meio de click de mouse), desviam a leitura para outro documento, ou outro trecho do documento.

Nessa época a Internet era dotada da capacidade de mostrar somente isso: TEXTO.

Mesmo hoje, quase 20 anos depois, e com todos os avanços tecnológicos, quando a internet incorporou diversas capacidades multimídia (som, imagem estática, imagem em movimento, filmes em HD, dentre outros), é interessante notar que o principal elemento ainda é o bom e velho TEXTO.

É verdade que as páginas estão muito mais agradáveis, com elementos gráficos que nos ajudam a navegar e compreender o universo de informação incomensurável que é a internet, mas o principal elemento dessa navegação ainda é o texto.

Os botões que clicamos, as instruções que recebemos, as notícias que lemos, e outros elementos, por mais coloridos e esteticamente agradáveis, usam TEXTO!

É importante, portanto, entender que VOCABULÁRIO CONTROLADO passa a ser uma necessidade constante. Embora nenhum rótulo seja capaz de denominar o exato conteúdo de um link, embora nenhum rótulo seja suficiente para descrever o conteúdo de uma fotografia ou de um clipe de filme, ao padronizar o vocabulário de rótulos, o usuário passa a encontrar mais facilmente a informação que procura por traz do link em que ele clica.

Essa é uma das importantes atribuições do Arquiteto de Informação: definir rótulos para os links e botões de navegação. Deve-se lembrar que isso deve ser feito sempre usando conceitos de desenvolvimento USER-CENTRIC, evitando linguagem técnica e jargões inerentes a uma ou outra área de conhecimento.

Seja essa a nossa missão de Arquitetos de Informação: Facilitar o acesso à informação para o usuário, independente de sua condição.

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Referências:
Costa, Gilberto Cézar Gutierrez - Negócios Eletrônicos: uma abordagem estratégica e gerencial - Curitiba: IBPEX - 2007

Peter Morville, Louis Rosenfeld - Information Architecture for the World Wide Web - O'Reilly - 2006

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A importância do ESCOPO DO PROJETO

Frequentemente vejo que os desenvolvedores, sejam desenvolvedores de sites, sistemas, material bibliográfico, literário, publicitário e outros, têem problemas ao receber os dividendos do trabalho executado.

Muitas vezes ouço que o trabalho realizado foi muito maior do que o previsto e somente o previsto será pago.

Isso se deve, na realidade, ao fato de que o escopo do projeto não foi corretamente apresentado ao cliente, que tinha expectativas diferentes das ideias do desenvolvedor. Essas "expectativas" soam bastante difíceis de descrever, uma vez que são repletas de sentimentos e noções empíricas.

A melhor forma de chegar a um acordo é usando do máximo de detalhe na hora de expor um projeto ao cliente, que deve entendercom exatidão o que será desenvolvido. Isso só será possível à medida que o desenvolvedor entenda exatamente os anseios de seu cliente, de forma a detalhar o projeto conforme suas necessidades e expectativas.

Entra aí a descrição do escopo do projeto, que nada mais é, senão um descritivo passo a passo de qual a abrangência do que será desenvolvido. Todos os pingos devem ser postos em seus respectivos "is" e nomes devem ser dados a cada boi, de forma que nada fique turvo ou dúbio.

Qualquer brecha encontrada na descrição do escopo pode ser prejudicial, causando impasses do tipo:
- "Você não especificou que queria assim" - diz o desenvolvedor
- "E você não disse como iria fazê-lo" - responde o cliente
- "Mas agora já está feito..."
- "Sim, e por isso precisa ser refeito, pois não atende à minha necessidade!"
- "Vou levar um tempão pra arrumar isso, quem vai pagar?"
- "Combinamos X horas, isso é o que posso pagar..."

Então lembre-se:

Definir bem o escopo é receber o preço justo pelo trabalho realizado.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Editorial

Sejam bem vindos ao blog

Comunicação & Inform(ática)ção

Esse site tem a intenção de divulgar práticas de comunicação usando ferramentas de mídia da forma mais variada.

Idealizado por um profissional de informática que se inseriu na área de comunicação, esse blog tem uma visão distorcida(pelas lentes de "fundo de garrafa") do mundo e traz uma série de matérias interessantes englobando a arquitetura da informação, usabilidade, acessibilidade, comunicação, expressão, propaganda, jornalismo, dentre outros assuntos que populam a mente do autor.

Obrigado por estarem conosco!