Frequentemente vejo que os desenvolvedores, sejam desenvolvedores de sites, sistemas, material bibliográfico, literário, publicitário e outros, têem problemas ao receber os dividendos do trabalho executado.
Muitas vezes ouço que o trabalho realizado foi muito maior do que o previsto e somente o previsto será pago.
Isso se deve, na realidade, ao fato de que o escopo do projeto não foi corretamente apresentado ao cliente, que tinha expectativas diferentes das ideias do desenvolvedor. Essas "expectativas" soam bastante difíceis de descrever, uma vez que são repletas de sentimentos e noções empíricas.
A melhor forma de chegar a um acordo é usando do máximo de detalhe na hora de expor um projeto ao cliente, que deve entendercom exatidão o que será desenvolvido. Isso só será possível à medida que o desenvolvedor entenda exatamente os anseios de seu cliente, de forma a detalhar o projeto conforme suas necessidades e expectativas.
Entra aí a descrição do escopo do projeto, que nada mais é, senão um descritivo passo a passo de qual a abrangência do que será desenvolvido. Todos os pingos devem ser postos em seus respectivos "is" e nomes devem ser dados a cada boi, de forma que nada fique turvo ou dúbio.
Qualquer brecha encontrada na descrição do escopo pode ser prejudicial, causando impasses do tipo:
- "Você não especificou que queria assim" - diz o desenvolvedor
- "E você não disse como iria fazê-lo" - responde o cliente
- "Mas agora já está feito..."
- "Sim, e por isso precisa ser refeito, pois não atende à minha necessidade!"
- "Vou levar um tempão pra arrumar isso, quem vai pagar?"
- "Combinamos X horas, isso é o que posso pagar..."
Então lembre-se:
Definir bem o escopo é receber o preço justo pelo trabalho realizado.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
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