A internet teve início no final da década de 1960, durante a chamada "Guerra Fria", com o intuito de minimizar o risco de perda de informações dos quartéis-generais norte-americanos, em caso de bombardeio.
O órgão responsável pela criação da rede e sua gestão era o ARPA (Advanced Research Projects Agency), subdivisão do Depto. de Defesa dos EUA. A princípio essa rede fora chamada ARPANET.
No início da década de 1980, com o enfraquecimento da então União Soviética, essa rede passou a integrar laboratórios e universidades americanas, quando, em 1984, passou a ser controlada pela NSF (National Science Foundation).
Logo a ARPANET foi dividida em duas: MILNET (Military NET) e ARPANET, que passou a ser civil. A conexão entre as duas se dava por meio de um protocolo de comunicação chamado Internet Protocol (protocolo inter-redes), daí surgiu o nome INTERNET.
Em 1991 o CERN (Conceil Européen pour la Recherce Nucléaire) criou a WWW, usando um conceito desenvolvido também por eles, chamado HIPERTEXTO. Esse conceito é baseado em palavras sublinhadas no texto, que ao serem acessadas (por meio de click de mouse), desviam a leitura para outro documento, ou outro trecho do documento.
Nessa época a Internet era dotada da capacidade de mostrar somente isso: TEXTO.
Mesmo hoje, quase 20 anos depois, e com todos os avanços tecnológicos, quando a internet incorporou diversas capacidades multimídia (som, imagem estática, imagem em movimento, filmes em HD, dentre outros), é interessante notar que o principal elemento ainda é o bom e velho TEXTO.
É verdade que as páginas estão muito mais agradáveis, com elementos gráficos que nos ajudam a navegar e compreender o universo de informação incomensurável que é a internet, mas o principal elemento dessa navegação ainda é o texto.
Os botões que clicamos, as instruções que recebemos, as notícias que lemos, e outros elementos, por mais coloridos e esteticamente agradáveis, usam TEXTO!
É importante, portanto, entender que VOCABULÁRIO CONTROLADO passa a ser uma necessidade constante. Embora nenhum rótulo seja capaz de denominar o exato conteúdo de um link, embora nenhum rótulo seja suficiente para descrever o conteúdo de uma fotografia ou de um clipe de filme, ao padronizar o vocabulário de rótulos, o usuário passa a encontrar mais facilmente a informação que procura por traz do link em que ele clica.
Essa é uma das importantes atribuições do Arquiteto de Informação: definir rótulos para os links e botões de navegação. Deve-se lembrar que isso deve ser feito sempre usando conceitos de desenvolvimento USER-CENTRIC, evitando linguagem técnica e jargões inerentes a uma ou outra área de conhecimento.
Seja essa a nossa missão de Arquitetos de Informação: Facilitar o acesso à informação para o usuário, independente de sua condição.
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Referências:
Costa, Gilberto Cézar Gutierrez - Negócios Eletrônicos: uma abordagem estratégica e gerencial - Curitiba: IBPEX - 2007
Peter Morville, Louis Rosenfeld - Information Architecture for the World Wide Web - O'Reilly - 2006
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